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Conheça 4 vinícolas de Portugal imperdíveis e cheias de tradição

22 de Janeiro de 2019
Vinícolas de Portugal

O popular vinho do Porto, como falamos neste post, é mundialmente famoso. Mas a produção de vinhos, embora concentrada por lá, não se resume ao Porto. Pensando nisso, a Oficina de Inverno traz, neste post, as principais vinícolas de Portugal para você conhecer e montar seu roteiro no país.

A região do Douro, no Norte de Portugal e onde fica a cidade do Porto, é uma das principais quando se trata de produção de vinhos. Independente de qual cidade você esteja visitando, a promessa é de boas vinícolas e bons vinhos sendo produzidos.

O colunista do jornal Folha de S. Paulo, Luiz Horta, defende que 2019 será um grande ano para o vinho já que, segundo ele, em 2018 a bebida se tornou mais democrática. Veja aqui.

Para aproveitar melhor, o ideal é curtir bem o local e o que a experiência pode proporcionar. Por isso, esse é um passeio para ser feito com calma. Afinal, até na produção do vinho são necessárias a espera e paciência. Isso pode ser facilmente constatado, basta observamos a grande valorização de safras de outros anos como um dos indicativos de qualidade de um vinho.

Dito isto, vamos conhecer então algumas das melhores vinícolas de Portugal!

1. VINÍCOLAS DE PORTUGAL: QUINTA DA BACALHÔA

Na região de Setúbal fica a vinícola Quinta da Bacalhôa, com uma ampla variedade de vinhos, que vão desde o branco e moscatel ao tinto e o rosé. Criada em 1922, a Bacalhôa Vinhos de Portugal tem em seu “elenco”, por assim dizer, empresas como a Aliança, a Quinta do Carmo e o Bacalhôa Buddha Eden. A Quinta da Bacalhôa é hoje uma das principais fabricantes de vinho do país.

O local se destaca pelo Enoturismo, onde é possível conhecer uma variedade de espaços belíssimos e que fazer a viagem valer a pena. Esse é o caso do Palácio da Quinta da Bacalhôa. Um dos destaques é o labirinto verde na frente da construção, mas não só. No decorrer da sua história, onde passou por diversos proprietários – inclusive sendo posse da Casa Real Portuguesa nos seus primórdios -, o Palácio também possui coleção de arte privada.

Além disso, a Adega/Museu Bacalhôa é outro espaço imperdível no local, onde são expostas coleções de arte, divididas em três temas. “Out of Africa” é dedicada à Rainha Ginga, às Pedras Negras de Pungo Andongo, Fenda de Tundavala e às Quedas de Kalandula, na Angola. Já a exposição “What a Wonderful World” traz obras da Art Noveau e Art Déco. Por fim, a mostra “O Azulejo Português do Século XVI ao Século XX” traz mais de cinco séculos de história da arte da azulejaria portuguesa, famosa em todo o mundo.

Serviço

A visita Adega/Museu da Bacalhôa é feita de forma guiada, com duração média de 1h00. O visitante também pode optar por uma visita conjunta do Palácio da Bacalhôa e a Adega/Museu Bacalhôa, que dura em média 2h30.

Ingressos: Adega/Museu Bacalhôa – 3€ | Palácio da Bacalhôa – 8€ | Palácio da Bacalhôa + Adega/Museu Bacalhôa – 10€

Aberto diariamente. Loja: das 10h00 às 18h30 / Visitas guiadas: 10h30 | 11h30 | 14h30 | 15h30 | 16h30

2. VINÍCOLAS DE PORTUGAL: MANZWINE

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#sunset #sundays #rose

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Próxima de Lisboa – a aproximadamente 43 quilômetros, em Cheleiros – fica Manzwine, a vinícola do ex-jogador de futebol brasileiro André Manz. A produção fica concentrada na vila de Mafra e a vinícola coloca no mercado 11 rótulos, que são consumidos tanto em Portugal como são exportados para outros países, a exemplo do Brasil, Estados Unidos e Canadá. A vinícola também se destaca pela produção do vinho da casta Jampal, uva branca que há muito havia perdido espaço. O resultado é o vinho Dona Fátima.

A curiosidade por trás dessa vinícola é que ela ganhou nova vida com a instalação dessa vinícola. Diversos espaços, já esquecidos, foram restaurados para abrigar parte do complexo. É o caso da Antiga Escola Primária, que se transformou no Lugar do Vinho, que é adega onde fica toda a produção do vinho Jampal.

Outro espaço para ser conhecido é o Lagar Antigo, onde fica a loja da Manzwine, também conhecida como uma espécie de museu local, onde são expostos artefatos antigos.

O espaço é aberto ao público diariamente. Para as provas de vinhos e visitas às vinhas, é necessário agendar previamente. A Manzwine é uma das vinícolas que apostam no enoturismo.

3. VINÍCOLAS DE PORTUGAL: QUINTA DO GRADIL

A Quinta do Gradil é outro ponto que vale a pena a visita. Com marcas que são produzidas a partir de uvas famosas, como a Cabernet Sauvignon.

O local oferece muitas opções para o visitante: degustações, refeições, visitas de grupos, passeios… O tour pela Quinta do Gradil, por exemplo, passa pelas vinhas e vai até a adega, finalizando com uma prova de vinhos selecionados. Essa visita tem duração, em média, de 2h. Para outras informações, consulte esse material.

Em comemoração ao Dia Europeu do Enoturismo, 11 de novembro foi o dia que a Quinta do Gradil escolheu para realizar a Wine Trail Run, regada a muito vinho e chuva. Veja abaixo:

4. VINÍCOLAS DE PORTUGAL: ADEGA DA CARTUXA

A cidade de Évora – no Alentejo, da qual falamos neste post – abriga uma vinícola centenária, que funciona desde 1756 no local. A Adega da Cartuxa, que foi transformada na Fundação Eugénio de Almeida em 1953, possui mais de 450 mil hectares e é responsável pela produção de seis rótulos. Você pode desfrutar da Enoteca Cartuxa e a Cafetaria Páteo São Miguel.

Com visitação anual girando em torno de 10 mil pessoas, a vinícola é outro local onde é marcante o enoturismo. A Quinta de Valbom é o local onde as visitas ocorrem, de forma guiada, e têm duração de aproximadamente 1h30. No local também está instalado um convento de monges cartuxos, que vivem grande parte do tempo em isolamento.

Serviço

– Visita EA – inclui visita à Adega e prova de 1 vinho selecionado pela Fundação Eugénio de Almeida. Preço: € 5 por pessoa.

– Visita Cartuxa – inclui visita à Adega e uma prova de 3 vinhos selecionados pela Fundação Eugénio de Almeida. Preço: € 10 por pessoa.

– Visita São Bruno – inclui visita à Adega e uma prova Premium de 3 vinhos, de toda a gama da Fundação Eugénio de Almeida (exceto Pêra-Manca Tinto). Preço: € 20 por pessoa (mediante disponibilidade).

– Visita Santo Inácio de Loyola – inclui visita à Adega e uma prova Premium de 5 vinhos, de toda a gama da Fundação Eugénio de Almeida (exceto Pêra-Manca Tinto). Preço: € 30 por pessoa.

Você já teve a oportunidade de conhecer alguma dessas vinícolas? Compartilhe a experiência com a gente nos comentários ou no Instagram! É só marcar a hashtag #mamutesviajantes ou o nosso perfil, que é @oficinadeinverno. Adoramos acompanhar!

* Foto da capa: Kelsey Knight/Unsplash

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