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Chile Correspondentes

Viajante conta porque você deve visitar Torres del Paine, na Patagônia Chilena

13 de setembro de 2018
Circuito W, em Torres del Paine
Circuito W, em Torres del Paine

A nossa entrevistada, Marília Gonzaga

Contar as aventuras de mamutes viajantes por aí está entre as nossas maiores alegrias aqui na Oficina de Inverno. Entrevistamos a Marília Gonzaga, que visitou a Patagônia e nos contou tudo sobre o Circuito W, em Torres Del Paine. O parque nacional fica localizado na região de Magalhães, no Chile. É um dos mais importantes parques do país e conta com uma área de 181 mil hectares.

O parque fica aberto o ano todo, mas a alta temporada ocorre entre setembro e abril, tanto que muitas hospedagens só ficam abertas nesse período.

Sendo um destino de trekking, Torres del Paine pode parecer um destino só para aventureiros, mas nada poderia estar mais errado. A mamute viajante nos conta o porquê nessa entrevista que fizemos por e-mail.

EXPERIÊNCIA EM TORRES DEL PAINE

Oficina de Inverno: o que mais gostou desse destino maravilhoso? Conte-nos sobre a sua experiência em Torres del Paine, as primeiras impressões…

Marília: quando chegamos ao local pude ter certeza do que nos aguardava durante os cinco dias que ficaríamos por lá. O Circuito W [trilhas conectadas] começa sempre nas terças-feiras e encerra nos sábados com visita de catamarã ao Glaciar Grey. Foi um misto de medo e felicidade. Medo porque subestimei o esforço físico que faria e felicidade por ter a sorte de estar em um lugar que só via mochileiros falarem: “a cada 100 metros a paisagem muda completamente”. Era o que meu noivo precisava no momento (ele estava passando pelo processo de luto).

Circuito W, em Torres del Paine

Circuito W, em Torres del Paine: só felicidade! (Foto: cortesia de Marília Gonzaga)

Foi uma experiência única. Dormimos em barraca nos dois primeiros dias, fazendo -20ºC. Tudo congelou: cabelo, remédios, bota, água… Nos outros dias dormimos em refúgios. E cada refúgio oferece as três refeições.

O que mais gostamos, além das paisagens maravilhosas, foi beber água das montanhas 100% mineral (não tivemos nenhum efeito colateral), o entrosamento do grupo (mesmo por um momento ter se dividido em inglês e espanhol), e o profissionalismo/atenção da equipe. Todas as noites cantávamos juntos, dançávamos, conversávamos sobre nossas rotinas de trabalho, política, “como aprendeu espanhol” e a confraternização na última noite na cidade.

Circuito W, em Torres del Paine

As geleiras na Patagônia Chilena (Foto: cortesia de Marília Gonzaga)

PLANEJAMENTO

Oficina de Inverno: como você se planejou para o circuito, foi sozinha ou contratou agência?

Marília: nós contratamos a empresa Fantástico Sur. Eles são donos de metade dos alojamentos no Parque Nacional Torres del Paine. Mas vi muitas jovens viajando sozinhas por lá (argentinos, americanos e chineses). A cidade porta de entrada às Torres, Puerto Natales, oferece toda estrutura para quem for ao Parque Nacional sozinho ou em grupo.

Oficina de Inverno: quantos dias recomenda que dure a viagem?

Marília: o Circuito W dura cinco dias tanto para inverno como para verão. Já o Circuito O (só é realizado no verão) dura oito dias. Tem opção para tudo.

Oficina de Inverno: o que indicaria que fizessem de diferente de você na viagem? Algo não deu tão certo?

Façam atividades físicas antes e estejam bem preparados para caminhar 72 quilômetros. Como subestimei, achando que seria fácil, quebrei a cara. Mas valeu cada gota de suor e lágrimas (sim, chorei no último dia de cansaço). Sugiro que levem grampos para colocar na sola das botas, lanternas, duas mudas de roupa (no máximo) para não pesar a mochila e uma necessaire com o básico.

RESTAURANTES E HOSPEDAGEM EM TORRES DEL PAINE

Foto: cortesia de Marília Gonzaga

Oficina de Inverno: o que você indica de mais bacana por lá para outros mamutes viajantes que estejam planejando visitar Torres Del Paine?

Marília: na cidade de Puerto Natales indicamos o Hostel Ameríndia, comida e acomodações excelentes. Os funcionários te tratam como parte da família. O Restaurante e loja de sourvenir Ñandú tem massas deliciosas. A cidade é pequena, com a tarde livre, você conhece perfeitamente a Costanera que está localizado o Muelle, El Milodón e o Monumento de La Mano (os Dedos).

Já em Torres Del Paine comemos e dormimos nos refúgios. Eram oferecidas as três refeições completas e deliciosas. Existe também a opção vegana (é só entrar em contato com a agência que eles providenciam tudo).

OFICINA DE INVERNO NA MALA

Para a viagem a Torres del Paine, Marília também levou a Oficina de Inverno na mala. Entre os itens do Iglu, ela indica o cachecol térmico Nevasca, na cor cinza. “Maravilhoso! Super quentinho”, ela comprova.

Você também tem aventuras congelantes que gostaria de compartilhar com a gente? É só marcar a Oficina de Inverno no Instagram! Adoramos acompanhar os mamutes viajantes!

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